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Os riscos da inatividade física: idosos devem ser movimentar mesmo durante a pandemia


idoso em casa deitado de forma confortavel lendo um livro
Os exercícios físicos são muito benéficos para a saúde, principalmente para quem está na terceira idade, pois eles garantem mais qualidade de vida, melhora da saúde, perda de peso, ganho de massa e fortalecimento muscular e independência para realizar atividades rotineiras, entre outros ganhos.
Para os idosos, a pandemia de Covid-19 afetou a prática de exercícios e atividades externas. Muitos tiveram que parar ou reduzir drasticamente a rotina de atividades físicas para não se exporem ao contágio do novo coronavírus, afinal, pessoas acima de 60 anos fazem parte do grupo de risco. Como consequência dessa restrição, um problema comum foi potencializado: a sarcopenia.
A doença é habitual durante o processo de envelhecimento e caracteriza-se pela perda progressiva e generalizada de massa muscular, cuja prevalência é acentuada na população acima dos 60 anos, mas pode acontecer em pessoas mais jovens de forma secundária, por exemplo, quando são obrigadas a ficar longos períodos em inatividade por causa de lesões ortopédicas ou cirurgias.
O prejuízo muscular eleva o risco de quedas e fraturas e acontece, sobretudo, em razão da inatividade física e do sedentarismo, mas também tem como causas colaterais as alterações fisiológicas, como a diminuição dos níveis de testosterona, estrogênio e hormônio do crescimento, perda dos neurônios que conduzem o estímulo aos músculos, resistência à insulina, deficiência de vitamina D e ingestão deficitária de proteína.
Com o passar dos anos, há uma redução natural da produção dos hormônios, o que influencia a síntese da proteína que ingerimos com os alimentos, que é fundamental na formação dos músculos.
Por isso é recomendado que se façam exercícios que envolvam força e resistência, bem como atividades aeróbicas e de equilíbrio, que poderão prevenir a perda de massa muscular. Além disso, existem vários tipos de atividade que podem ser realizada em casa e sem grandes investimentos na compra de equipamentos de malhação.
Alongamento, ioga, caminhadas leves, mesmo dentro de casa ou no condomínio, além de atividades que fazem uso do peso corporal e danças, são recomendados. Além dos benefícios para a saúde física, essas ações também auxiliam na saúde mental do idoso.
Atualmente, a internet e as redes sociais se tornaram aliados para quem deseja se manter ativo na pandemia, pois diversos profissionais estão disponibilizando conteúdos on-line com exercícios que podem ser feitos em casa e práticas que podem ser executadas com objetos caseiros. Mas, lembre-se, iniciantes ou pessoas com alguma doença crônica devem buscar orientação médica e autorização para praticar qualquer tipo de exercício.
Pelo dr. Breno Pigozzo, ortopedista da Medcenter.