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Conheça as cinco doenças mais comuns da tireoide


Uma mulher com a cabeça erguida, sentindo dor, e colocando a mão na garganta
Você começou a sentir-se cansado, deprimido, suas unhas estão fracas, seu cabelo cai muito ou você ganhou peso? Está preocupado que isso seja “culpa” da tireoide? Será mesmo que é tudo culpa dela?
A tireoide é uma glândula em formato de borboleta localizada na parte anterior do pescoço, logo abaixo da região conhecida como pomo de adão. É considerada uma das maiores glândulas do corpo, podendo chegar até 25 gramas em um adulto.
Ela regula a função de órgãos vitais do corpo humano, como o cérebro, o coração, o fígado e os rins, e interfere no crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes, na regulação dos ciclos menstruais, no peso, na memória, na fertilidade, na concentração, no humor e no controle emocional.
A glândula produz dois tipos de hormônios: a tri-iodotironina (T3) e a tiroxina (T4). Quando não está funcionando corretamente, ela pode liberar hormônios em quantidade insuficiente (hipotireoidismo) ou em excesso (hipertireoidismo).
Outras patologias relacionadas com a tireoide podem ocorrer, como a tireoidite, nódulos e câncer na tireoide.
A Dra. Letícia Bernardes, endocrinologista da Medcenter, fala mais sobre essas enfermidades.

Hipotireoidismo

É caracterizado pela deficiência de hormônios tireoidianos. A principal causa é a tireoidite de Hashimoto, uma doença autoimune que ataca as células da tireoide, levando à diminuição da produção dos hormônios. Existem também outras causas relacionadas, como a retirada da glândula tireoide, algumas medicações e doenças na hipófise.
O quadro clínico é diverso e inespecífico, podendo interferir na qualidade de vida do paciente. Podem ocorrer diminuição da capacidade de memória; cansaço excessivo; dores musculares e articulares; sonolência; pele seca; ganho de peso; aumento nos níveis de colesterol e até depressão. O diagnóstico é confirmado apenas com exames laboratoriais e o tratamento é feito com a reposição do hormônio tireoidiano.

Hipertireoidismo

Nesse caso, ocorre uma hiperprodução de hormônios, que acelera o metabolismo. As causas mais comuns são doença de Graves, bócio multinodular tóxico e adenoma tóxico (doença de Plummer). Alguns sintomas que podem estar presentes são: insônia; tremores; perda de peso; sudorese; diarreia; irritabilidade; arritmias e insuficiência cardíaca. Pode levar também a problemas nos olhos, com dor à movimentação, incômodo à incidência de luz e olhos vermelhos e saltados. Existem três formas de tratamento: medicamentos, dose de iodo radioativo e cirurgia (retirada da glândula), cuja necessidade deve ser individualizada e avaliada pelo endocrinologista.
Tanto no hipo quanto no hipertireoidismo pode ocorrer aumento no volume da tireoide, chamado bócio, que pode ser detectado por meio de exame físico. Ambas as disfunções na tireoide podem acontecer em qualquer idade, de recém-nascidos a idosos.

Tireoidite

É um conjunto de doenças inflamatórias que afeta a glândula e que pode acontecer em decorrência de diversas infecções virais ou pela intoxicação por determinados remédios, podendo levar à hiper ou hipoatividade da tireoide. O efeito pode ser transitório ou, mais raramente, permanente. Alguns exemplos de causas da doença: tireoidite de Hashimoto; pós-parto; síndrome De Quervain (infecção viral ou infecção bacteriana); a patologia também pode ser induzida por drogas (interferon, lítio e amiodarona).

Nódulos na tireoide

Cerca de 60% da população tem um nódulo na tireoide identificado durante alguma fase da vida, mas apenas 5% destes poderão se tornar malignos. A detecção precoce, nesse caso, poderá salvar a vida do paciente, por isso, a palpação da tireoide é fundamental. A maioria deles é pequena e não causa sintomas, porém, alguns podem crescer e gerar problema, como dificuldade para engolir.

Câncer na tireoide

É a forma maligna do nódulo. É o câncer mais comum da região da cabeça e do pescoço e afeta três vezes mais as mulheres do que os homens. A idade comum de aparecimento é de 30 a 50 anos. Costuma ser um tumor pouco agressivo e pode passar despercebido ao longo da vida, pois não causa sintomas. O tratamento consiste em retirada da glândula, terapia com iodo radioativo em casos selecionados e, menos comumente, radioterapia e quimioterapia para os tumores raros e agressivos (5% dos casos). As perspectivas de cura são altas e a taxa de mortalidade é baixa, principalmente quando é detectado de forma precoce.
É necessário buscar tratamento imediato e especializado, além das orientações do endocrinologista. Recomenda-se acompanhamento periódico durante o tratamento.